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Marrakech

Características

Cidade do sudoeste de Marrocos, no sopé da cordilheira do Alto Atlas. É conhecida como a “pérola do sul”, a “porta do sul” ou a “cidade vermelha”, pela sua característica mais pronunciada da predominante cor vermelha. Cor da terra que a embala.

Cidade mistica, é a capital cultural e turística de Marrocos, fazendo a ponte de ligação entre os mil anos de tesouros e a cultura moderna, separados pelas suas grandiosas muralhas de adobe com mais de 19 km. Característica que a assemelha a muitas cidades norte africanas e do Oriente Médio, Marrakech possui uma parte fortificada (a Almedina ou Medina) e uma cidade moderna adjacente (chamada Gueliz).

Possui o maior suq(mercado tradicional) do país, e a conhecida praça, Djemaa el Fna, carregada da magia dos seus acrobatas, vendedores de água, dançarinos, músicos e dos famosos restaurantes em jeito de barraca, que chegam pela mão dos seus proprietários, que os carregam enchendo a praça logo que a noite começa a cair.

Rodeada pelo Palmeiral com 14.000 ha e mais de 100 mil árvores, a magia de Marrakech espalha-se pelos campos de Golf, e as montanhas até ás cascatas, vales, estâncias de ski…

Um mundo a descobrir!!!!

Em 2004 tinha 801 043 habitantes.

História

Marrakech é a segunda maior cidade do Marrocos, após Casablanca, e era conhecida pelos antigos viajantes como “Cidade do Marrocos”. Antes da chegada dos almorávidas, no século XI, a região era governada a partir da cidade de Aghmat. O chefe almorávida,Abu Bakr Ibn Omar(Abu Becre), quando decidiu erguer uma nova capital, escolheu construí-la na planície, em local neutro entre o território de duas tribos que competiam pela honra de receber a nova cidade. O apogeu da cidade deu-se sob a direção de Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur, terceiro sultão almóada, que iniciou a construção da mesquita de Kutubia e de uma nova casbá.

Antes do reinado do líder Alouita,Moulay Ismail, Marrakech era a capital do Marrocos. Durante séculos, Marrakech foi conhecida por seus “sete santos”. Quando o sufismo estava no auge de sua popularidade, no reinado de Moulay Ismail, fundou-se o festival dos sete santos. Os túmulos de diversas pessoas de renome foram transferidas para a cidade, de modo a atrair peregrinos.

No final do século XVII, a atual dinastia alauíta sucedeu aos saadianos. O trono foi sucessivamente transferido para Fez e para Meknès.

A partir dos anos 60 e 70, começou a chegar a Marrakech uma energia mística trazida pelos ídolos musicais do mundo como Rolling Stones, Beatles, Led Zeplin e pelo glamour da moda trazida por Yves Saint Laurent, Jean Paul Gaultier.

A partir dos anos 90 as casas antigas do interior da medida começaram a ser transformadas em tradicionais Kasbahs, que são a forma mais típica de alojamento em Marrakech, mostrando a magia das mil e uma noites da cultura árabe.

Clima

O clima é mediterrânico seco. A temperatura média anual é de 19,2°C e oscila entre os 11,6°C, em janeiro, e os 27,6°C, em julho. As chuvas são, concentradas de outubro a maio, muitas vezes de forma torrencial.

Localização

Praça Djemaa El Fna

Na medina de Marrakech – Património da Unesco, Djemaa el Fna significa “Assembleia dos mortos”. Este nome provém das práticas de execução de criminosos que aí tinham lugar há muitos séculos.

Hoje é Praça de alegria, de cor, de movimento, de gente, animais, de restaurantes, motas, carros, macacos e serpentes… Os curandeiros, os contadores de histórias, os dentistas e ervanárias, os encantadores de serpentes e as artes divinatórias, circulam pela praça todo o dia. Pelo final da tarde chegam os restaurantes, arrastados em suas carroças experientes, as comidas os bancos e mesas são instalados para uma nova noite de festa e repasto.

A vida desta praça é indiscritível, africanos, europeus, americanos, asiáticos, todos numa mistura de raças e cores, se surpreendem com a agitação de local tão diversificado e cheio de animação.

Palácio Bahia

O Palácio Bahia foi construído no final do século XIX, pelo Visir (primeiro ministro) Si Moussa, que governava o país, visto o rei ser uma criança apenas com 3 anos.

Tendo casado com 4 mulheres mas enamorado da primeira, deu ao Palácio o seu nome, Bahia, que significa “brilho”.

Além das suas mulheres, neste palácio viviam também suas 24 concubinas, num harém, que inclui um vasto pátio decorado com uma bacia central e rodeado por salas destinadas para elas.

Á semelhança de outros edifícios do período em outros países, destinava-se a captar a essência doislâmica e estilo marroquino.

Numa área de 8.000 m², é fácil perder o norte entre os com jardins, pequenos quartos, pátios e salões, todos construídos no mesmo piso e ao mesmo nível para facilitar a mobilidade do obeso visir.

Apenas um terraço do palácio é visitado uma vez que a restante propriedade pertence à família real.

É sem duvida uma visita mágica que percorre séculos de histórias de sultões e concubinas, de dramas e risos, tudo gravado pelos corredores, nos azulejos e mármores que revestem as paredes sólidas dum palácio ardente e imponente.

Túmulos Saadinos

Os túmulos Saadianas em Marrakech volta data da época do sultão Ahmad al-Mansur(1578-1603).

Os túmulos foram apenas recentemente descoberto (em 1917) e foram restaurados pelo serviço de Belas-artes. Os túmulos têm, por causa da beleza de sua decoração, foi uma grande atração para visitantes de Marrakech O mausoléu compreende os cadáveres de cerca de 60 membros da Dinastia Saadi que se originou no vale do Rio Draa e ficou conhecida por derrotar D. Sebastião.

Entre os túmulos são as de Ahmad al-Mansur e sua família. O edifício é composto de três quartos.O mais famoso é o quarto com as 12 colunas. Este quarto contém o túmulo do filho do filho do sultão Ahmad al-Mansur. A estela é finamente trabalhada em madeira de cedro e trabalhos em estuque.

Os monumentos são feitos de mármore italiano de Carrara. túmulos de Saadian contêm igualmente umjardim florido, que cria um verdadeiro contraste entre a vida e a morte.

No exterior do edifício é um jardim e os túmulos de soldados e servos.

Nesta visita temos a grande oportunidade de conhecer os rituais funerários do Sec.XVI.

Mesquita Koutubia e Jardins

O seu minarete, terminado no reinado do califa almoáda Yaqub al-Mansur, foi usado como modelo para a La Giralda, em Sevilha e para a Torre Hassan, em Rabat. A mesquita Kutubia, Koutoubia ou Kutubiya é a maior mesquita e um dos monumentos mais representativos da cidade de Marrakech(Marrocos).

O nome Kutubia, que literalmente quer dizer a dos livreiros(kutub em árabe é “livro”) do árabe al-Koutoubiyyin, que significa bibliotecário, pois a mesquita costumava estar rodeada por vendedores de manuscritos. A torre com seus 69 metros de altura é o edifício mais alto da cidade. O seu interior é constituído por seis salas, uma por cima da outra, atravessadas por uma rampa que permitia o almoadem chegar à varanda da torre. Foi construída no estilo tradicional almoáda e a torre é adornada com quatro globos de cobre. O viajante muçulmano Ibn Battuta descreve-a, em 1352 do seguinte modo: Há grandiosas mesquitas, como a sua alfama, a conhecida por Kutubiyyin, que tem um enorme e colossal minarete, ao que subi, mostrando-se à vista a totalidade da povoação …

A sudoeste da Praça Jama el Fna esta representação imponente é o ponto de referência para quem está perdido na magia das ruas, para encontros, inícios e fins de viagens. Seus muros albergam as famílias ao fim da tarde, que enchem e chegam ao local com a energia de quem já passou mais um dia e se prepara dar um tempo diferente à vida. Crianças que correm, velhos que descansam, jovens que namoram discretamente à sombra da vigília da religião, turistas que prepetuam a imagem em seus aparelhos fotográficos…

Jardim Majorelle

Situado no coração da cidade é mais uma lufada de ar fresco e de repouso. Desenhado por Jacques Majorelle nos anos 30, este jardim, foi durante quarenta anos da sua vida, palco de novas variedades de plantas dos 5 continentes. Nos anos 60, Yves Saint Laurent e Pierre Bergé, visitam o jardim na sua primeira viagem por Marrocos e descrevem sua experiência desta forma:

“Muito rapidamente nos tornamos familiarizados com o jardim, não havia um dia sem nós irmos lá.Foi aberto ao público, mas não havia quase ninguém.Ficamos encantados com este oásis, onde as cores de Matisse se misturam com as da natureza.”…” Assim, quando percebemos que o jardim seria vendido e substituído por um hotel, fizemos todo o possível para acabar com este projeto.Assim, um dia, tornamo-nos donos do jardim e da casa.Ao longo dos anos, demos vida ao jardim.’

Yves Saint Laurent, uma paixão marroquina, Pierre Bergé
Editions de la Martinière, 2010”

Cerca de 1 hectar é percorrido entre plantas exóticas, coleções de árvores e arquiteturas diferentes. Contém ainda um Museu Berber que pode ser visitado.

Está aberto todos os dias das 8h às 17h30 e o valor da entrada é de 50Dh para o Jardim e 25Dh para o Museu.

Ver mais detalhes em: http://www.jardinmajorelle.com/

Souks

Talvez Marrakech tenha dos melhores mercados para compras. Seus Souks, preenchem as ruas do interior da medina. Tudo se pode encontrar!!! Mesmo o que não é característico da zona, vem até à cidade turística para que os viajantes não se esqueçam de levar nada… As cores dos tapetes pendurados, o cheiro das peles curtidas, os lenços, as Djelabas, as Babuchas, os copos e os bules para o chá de menta, as antiguidades que falam da história Tuareg e Berber. Tudo nestes Souks, conta histórias e mostra a riqueza cultural que se manteve intacta ao longo dos anos. Porta-chaves, bolsas, sacos, a protetora Mão de Fátima e até os imans, dão cor à cidade e transportam os viajantes de volta ao país quando em suas casas se recordam dos passeios e dos negócios suados, das compras preferidas.

Palmeiral

Contam as histórias de tempos idos que por aqui passavam os Tuaregs negociantes. Quando vindos do Sul para realizar os seus negócios e vendas, descansando nesta zona, comiam as suas Tâmaras para recuperar a força para nova viagem. Os caroços das Tâmaras deixados pelo solo, foram dando vida a novas Palmeiras que crescendo onde eram largadas, deram nova vida à região. Hoje, de forma desordenada estas Palmeiras mostram a sua imponência e com todo o respeito são tratadas. Á sua volta, belas mansões, famosos hotéis e lugares de repouso e Lazer.

A melhor forma de entrar no espírito do Palmeiral é na companhia do dromedário pela altura do pôr do sol. Programando esta viagem, o dromedário, balanceando o seu corpo, leva-o a um passeio de reconhecimento , prazer e duma cor jamais vista em qualquer parte, que nos recorda que estamos em Africa.

Escola Corânica – Madrassa Ben Youssef

Esta escola dá a possibilidade de saber como viviam os alunos que as podiam frequentar. Aí estudavam o Corão do Islamismo e a arte de ler e escrever.

Nas várias salas podem ainda ver-se as mesas de escrita, suas canetas e tinteiros.

No centro a fonte sempre presente para as abolições antes dos períodos de reza.

Ao redor do átrio central encontram-se as pequenas janelas dos quartos comuns.

Museu de Marrakech – Fundação Omar Benjelloun

O Museu de Marrakech é um Palácio soberdo, com 2.108 metros quadrados, construído no Século XIX. Restaurado e reabilitado por Omar Benjelloun, grande colecionados marroquino. Gerido pela Fundação Omar Benjelloun, este museu contém armas, peças de vestuário e bijouteria Berber, algumas delas ainda hoje utilizadas na montanha.

Este museu além de estar aberto ao publico para visita à cultura berber, também organiza concertos, peças de teatro, espetáculos de coreografia, colóquios, projeção de filmes e mais.

Situado ao lado da Madrassa Ben Youssef, pode ser visitado pagando um bilhete conjunto no valor de 50DH, que dá entrada nos dois locais.

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